METALÚRGICOS GUARULHOS-SP


Metalúrgicos de Guarulhos mostram força contra a reforma da Previdência


//Foi forte na base metalúrgica de Guarulhos o Dia Nacional de Protesto contra a reforma da Previdência e corte de direitos, em 15 de março. Pela manhã, o Sindicato
conduziu assembleias e atos que mobilizaram trabalhadores de 12 empresas. O presidente José Pereira dos Santos diz: “Em todas as fábricas, a adesão foi excelente.
A categoria não aceita que a conta da crise caia nas costas de trabalhadores e aposentados. Espero que o governo tenha responsabilidade e reveja suas posições”.

Em todas as assembleias, os diretores do Sindicato consultaram os metalúrgicos sobre a possibilidade de uma greve geral, caso o governo Temer insista com os projetos da Previdência, reforma trabalhista e PL da terceirização. A decisão unânime foi de apoio ao movimento. Empresas – As assembleias foram realizadas nas
seguintes empresas: Tower (Arujá); Continental, Dyna, Cindumel, Umicore e FW Cobertec (Itapegica); Rod- -Car, Omel e Cummins Motores (Cumbica); Modine,
Cummins Filtros e Fabrima (Bonsucesso).

O vice-presidente do Sindicato, Josinaldo José de Barros (Cabeça), conduziu o ato no pátio da Rod-Car junto com os diretores José João da Silva (Jau) e José Pedro da Silva (Carioca). O ato reuniu também companheiros da Omel, Cummins Filtros e Fabrima. Cabeça avaliou como positiva a mobilização. Ele afirma: “O povo já entendeu que será a grande vítima das reformas neoliberais. O repúdio é total. A ideia de greve geral fica cada dia mais forte”. Os funcionários da Cummins Motores (Cumbica),
incluindo os terceirizados, também aderiram em massa. A assembleia na empresa ficou por conta do diretor Heleno B. da Silva. Dieese – As assembleias na Cummins Motores e nas empresas do Itapegica tiveram a participação do economista Rodolfo Viana, da subseção do Dieese no Sindicato. Ele explicou as maldades da reforma da Previdência.

“Quem vai pagar a conta é o trabalhador”, alertou. BOLETIM – Após o Dia de Protesto, o Sindicato produziu boletim de combate às reformas neoliberais. “Vamos distribuir nas empresas e também em bairros”, anuncia o presidente Pereira. Segundo o líder dos metalúrgicos, “a reforma é ruim para o conjunto da população, que precisa ser
alertada disso”.