DAVID UIP-SP


Mais saúde


//A saúde é a principal preocupação da população brasileira, conforme apontam pesquisas de opinião realizadas por diferentes institutos. Com a crise econômica e o desemprego recorde, milhões de pessoas que possuíam planos privados de saúde migraram para o SUS (Sistema Único de Saúde), aumentando o desafio e a responsabilidade dos gestores federal, estaduais e municipais.

A tabela federal do SUS não é reajustada há mais de uma década. Consequentemente, o que a rede pública paga por consultas, exames, cirurgias e tratamentos não
tem sido suficiente para cobrir os custos reais dos procedimentos médicos. E, como o orçamento da saúde é finito, criam-se cotas de atendimentos e, assim, uma demanda reprimida se avoluma nos hospitais e ambulatórios públicos. O governo do Estado de São Paulo tem trabalhado para ampliar e fortalecer a assistência prestada aos cidadãos paulistas e brasileiros. Desde 2011 foram inaugurados nove novos hospitais estaduais e outros 10 deverão ser entregues até o final do próximo ano, totalizando 19. Além disso, a atual gestão entregou nos últimos seis anos 18 novos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), serviços altamente resolutivos que
ofertam consultas médicas e não médicas e exames de apoio diagnóstico. De 55 AMEs existentes no Estado, 35 também realizam cirurgias e são classificados como “AMEs Mais”.

Desde 2014 dois grandes programas de promoção e prevenção de saúde foram criados pela Secretaria de Estado da Saúde. O “Mulheres de Peito” oferece quatro carretas itinerantes que percorrem o Estado realizando gratuitamente mamografia e ultrassom de mama para mulheres acima de 50 anos, sem a necessidade de pedido médico. Ainda pelo programa é possível o agendamento, no mês do aniversário, da mamografia sem prescrição médica em um dos cerca de 300 serviços do SUS que oferecem esse tipo de exame. Já o programa “Filho que ama leva o pai no AME” oferece consultas e exames nas áreas de cardiologia e urologia para homens com
50 anos ou mais, também sem necessidade de encaminhamento médico, mediante agendamento telefônico.

Para incentivar a promoção e prevenção da saúde e também agilizar a realização procedimentos, reduzindo a demanda reprimida, a Secretaria promoveu, dia 18 de março, um mutirão estadual de saúde em cerca de 150 hospitais estaduais, centros de saúde e AMEs de todo o Estado, para o atendimento de aproximadamente
130 mil pessoas.

O objetivo do mutirão foi antecipar consultas, exames e cirurgias que seriam realizados mais à frente, nas mais diversas especialidades, diminuindo a espera para os pacientes inscritos nos serviços estaduais de saúde. Também foram feitas atividades abertas à população, com ações preventivas. Todos os AMEs abrirão nos sábados do mutirão para oferecer testes de glicemia e pressão arterial. Caso o exame dê alguma alteração, o paciente será encaminhado para acompanhamento e tratamento.
Em outras unidades também serão ofertados exames de mamografia e testes de colesterol. Os hospitais estaduais e AMEs programaram suas atividades para o mutirão
conforme o perfil assistencial e a demanda de cada serviço. A iniciativa também tem como objetivo estimular as pessoas a cuidarem da saúde rotineiramente. O mutirão estadual de saúde é a reafirmação do compromisso do governo do Estado de São Paulo em priorizar a saúde dos paulistas, atendendo cada vez mais e melhor. David Ewerson Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo Com maior crise da história e economia paralisada, inflação só poderia cair

//O discurso otimista do governo em exercício e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ganhou mais um argumento, com a informação de que não apenas a inflação “surpreendeu para baixo em fevereiro”, como o mercado financeiro rebaixou as expectativas da própria inflação e dos juros em 2017. Isso de acordo com o boletim Focus, o Banco Central (BC), segundo qual a chamada“mediana” das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017
caiu de 4,36% para 4,19% (era de 4,47% há quatro semanas). Obviamente, a expectativa para a taxa Selic também caiu, de 9,25% para 9%. Mas para economistas
ouvidos pela RBA, a queda da inflação e das projeções em relação a ela, assim como no caso da taxa Selic, decorrem de fatores que estão muito longe de indicar qualquer motivo para otimismo. Pelo contrário. “O fator mais óbvio é que o Brasil atravessa uma grande depressão. A maior depressão da história econômica, maior que
nos anos pós-1929”, diz o professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp) Fernando Nogueira da Costa.

Ele lembra que no biênio 2015-2016 o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou uma gigantesca queda de 7,2%, levando o País a um patamar de quatro ou cinco anos atrás. Com a economia paralisada e os “motores de crescimento”, como créditos do BNDES, paralisados, a queda de preços é inevitável. “Outro fenômeno importante é
que, se em anos anteriores houve quebra de oferta de produtos agrícolas, por causa da seca, recentemente houve choque de oferta positiva, com alimentos em queda, o que favorece a queda da inflação.” Outra componente importante na equação é o câmbio. “Na fase do golpismo, em 2015, a moeda nacional bateu em R$ 4,20. Hoje, está em R$ 3,10. Com a apreciação da moeda nacional, os produtos importados barateiam, o que também favorece a queda da inflação.” Economia