GRÁFICOS-SP


ENORME RETROCESSO


//Quando o Temer assumiu, as mentiras foram tantas que chegou a enganar grande parte da população. Dizia que iriam gerar empregos, que o Brasil iria gerar milhões de empregos. Falou que aumentaria as exportações. Nada disso foi feito. Em pouco tempo vimos o desmonte da indústria nacional. Principalmente no setor frigorífico, que emprega três milhões de trabalhadores. Na Reforma Trabalhista, a terceirização é ampla, geral e irrestrita, da maneira que a grande apoiadora da deposição de
Dilma Rousseff queria –a FIESP, que ajudou até financeiramente o GOLPE, e agora cobra a fatura, precarizando e rasgando a CLT. A coluna principal da CLT é o emprego formal. A terceirização é o emprego precário e só é interessante ao dono do negócio. O trabalhador terceirizado não consegue financiar automóveis
nem a casa própria pois até o capitalismo entende que eles são semiescravos. As CENTRAIS SINDICAIS devem nesse momento unirem-se, deixar de lado as divergências e construir uma unidade contra o desmonte das leis trabalhistas. A reforma da previdência irá inviabilizar por completo aposentadoria dos trabalhadores
do setor privado.

Juízes, políticos e militares, terão aposentadoria garantida, além dos funcionários públicos. Os trabalhadores de iniciativa privada só vão contribuir, pois da maneira que está é praticamente impossível obter o benefício da aposentadoria. O que estava ruim, infelizmente, ficou pior. Resta agora a LUTA. O setor de carnes sofreu grande sabotagem no momento em que o produto ganhava o mercado americano. Eu defendo a indústria nacional, e não é por patriotismo não, é por entender que um país deve ter soberania naquilo que produz, embora sei que os empresários brasileiros, em sua maioria, são semiescravagistas, assim como é nossa elite.

O simples fato de garantir o registro de trabalho às empregadas domésticas, virou um pandemônio nacional em 2014, que iniciou a derrubada de Dilma. Nossa elite é capaz de gastar 400 mil em um automóvel, mais 200 mil para blindar, e acha um absurdo registrar uma trabalhadora doméstica com 1.200 reais. Dessa maneira caminhamos para o caos social, pois essa mesma elite que sustenta a grande imprensa, que só quer vantagens para si e não para o conjunto da sociedade, ao povo das favelas, vilas e palafitas. Queremos um Brasil para todos, não só para os endinheirados. Queremos qualificação profissional, trabalhadores participando da política e das riquezas deste país. Não podemos criar mais uma geração de pessoas sem oportunidades, excluídos e sem perspectiva de futuro. O que será de nossos jovens?!
A classe trabalhadora precisa ir à luta, pois não podemos assistir o desmonte de tudo aquilo que foi luta dos sindicatos por décadas.

Não podemos matar o trabalhismo iniciado por Getúlio Vargas. No mês de março, precisamente no dia 31, completou 53 anos do Golpe contra um dos maiores
brasileiros de todos os tempos, o grande presidente, Doutor João Goulart. Viva o trabalhismo! Viva os ideais de João Goulart! Viva Getúlio e Brizola!