METALÚRGICOS-SP


São Paulo precisa ser industrial


//A cidade de São Paulo é a Meca de serviços no país. Concentra cinema, gastronomia, hotéis, lojas de todos os tipos. É comum o paulistano se orgulhar desta variedade, de ter tudo à mão. Já há décadas existem avanços contínuos rumo aos serviços. Consequência, a indústria paulista perdeu relevância. A transformação começou nos anos 1970, com as indústrias saindo para a Grande São Paulo –em especial o ABC– e o Interior, via incentivos fiscais ou terrenos mais baratos. Esta mudança acarreta um efeito que com a crise econômica reaparece com força: o desemprego. Hoje são mais de 2 milhões de desempregados na cidade (800 mil
pessoas não entram nesta conta porque pararam de procurar empego). A participação da indústria na riqueza paulistana, que foi 51% em 1959, passou para 36% em 1996, 20% em 2003 e 14,2% em 2013. E vai ladeira abaixo. Tomou-se como verdade que a cidade deve escolher ser de serviços ou industrial. Mas São Paulo tem espaço para ambos. A dependência de apenas uma vertente pega a cidade de “calça curta”. São Paulo é enorme e a prefeitura pode incentivar o retorno de indústrias. Jamais o poder público se preocupou com isso. Por isso, um grupo de 20 sindicatos, representando 30 categorias, se uniu e criou a Frente Sindical de Luta Contra o Desemprego na Cidade de São Paulo. Já apresentamos ao prefeito João Doria uma proposta que pensa a cidade e a torna polo industrial forte. Capacitação para pequenos produtores, regulamentação de trabalho 254 horas e formação de empreendedores são algumas sugestões. Está na hora de regulamentar a concessão do Bilhete Único gratuito
aos trabalhadores desempregados.

Desde 1026 um projeto de lei está aprovado pela Câmara e aguardando regulamentação da prefeitura. Doria determinou que o secretário de Trabalho, Eliseu Gabriel, toque a parceria proposta pela Frente. É um caminho que, se levado afim, trata só benefícios à cidade.