PRAIA GRANDE-SP


Geração de empregos na Região Metropolitana da Baixada Santista


Há décadas me manifesto quanto à importância e necessidade das cidades não dependerem apenas de uma matriz econômica. Há anos tenho falado em se fazer o rearranjo produtivo na Baixada Santista para que não chegássemos a esta situação de desemprego que foi agravada com a crise econômica do País. Há anos venho pregando no deserto, tentando chamar atenção das autoridades para que, unidas, as cidades de nossa Região Metropolitana da Baixada Santista se desenvolvam
economicamente de forma integrada.

Temos a necessidade da consolidação da Região Metropolitana da Baixada Santista, visando em especial o empenho para este realinhamento dos principais vetores econômicos. Em Praia Grande, por exemplo, tenho me dedicado a um projeto idealizado há mais de sete anos que pode ser a redenção para a Baixada Santista neste momento. O Complexo Empresarial Andaraguá, se tivesse corrido na velocidade planejada, hoje poderia estar em fase final de instalação para a geração de cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. Infelizmente, houve uma triste acomodação de gestores e da sociedade nas últimas décadas em quatro setores que impulsionavam a economia regional, sem olhar que ocorria um avanço tecnológico de uso e costumes e que uma concorrência crescia em todo o País com a oferta dos mesmos serviços, o que fez com que essa acomodação provocasse essa queda econômica regional, o que é demonstrado em pesquisas sócio econômicas, com a redução do PIB e das vagas de trabalho, por exemplo.

Setores como Turismo e os Polos Petroquímico, Siderúrgico e Portuário têm que se reinventar para uma nova dinâmica econômica. Essa defasagem dos setores fez
com que os municípios se tornassem ainda mais suscetíveis à crise iminente que dava sinais desde a década de 80, quando os empregos na Usiminas ou até no Porto,
por exemplo, começaram a ser reduzidos gradativamente. Era clara a necessidade de rearranjo do setor, para que a gente mantivesse a economia crescendo regional,
de forma contínua. Infelizmente, não mexemos nisso. A classe política e o setor universitário se acomodaram regionalmente. Digo o setor universitário porque sempre defendi a instalação de universidades públicas na região, pensando que elas têm o compromisso com a pesquisa, não com o custo do curso, mas de efetivamente fazer a sociedade pensar fora das portas da universidade e dentro do setor produtivo. Mas não vale agora apontar os problemas, e sim buscar soluções para alavancar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos, seguindo esta linha de pensamento regional. Este é o assunto que estamos discutindo dentro da pauta enxuta que propus quando assumi a presidência do Condesb –Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista. Estamos intensificando o debate regional
e as discussões acerca da economia das nove cidades da Baixada Santista. Já foram realizadas reuniões com sindicatos de trabalhadores, representantes de
universidades, faculdades, centros universitários e de pesquisas, sindicatos patronais e também com empresários, e destes encontros uma comissão será formada
para estabelecer diretrizes a serem seguidas. É preciso dar um basta nessa cegueira regional, cobrar mais para que tenhamos igualdade de investimentos
como tem ocorrido no interior de São Paulo e 0no Brasil por parte do setor privado.