METALÚRGICOS GUARULHOS-SP


Metalúrgicos de todo o Brasil combatem a reforma trabalhista


Dirigentes metalúrgicos de todo o País se reuniram dia 22 de agosto no Sindicato de São Bernardo do Campo, a fim de reforçar a luta nacional contra a implementação
da reforma trabalhista.

As entidades vão atuar em conjunto nas campanhas salariais do semestre, com o objetivo de evitar que a classe patronal tente impor a reforma às Convenções Coletivas
a serem assinadas. Participaram do encontro entidades metalúrgicas ligadas à CUT, Força Sindical, CTB, CSP-Conlutas e à Intersindical, além de dirigentes do vestuário, alimentação, petroleiros, papel, construção e têxteis, entre outras. A ideia é que as categorias somem forças à resistência já nas campanhas salariais. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região esteve representado pelo presidente José Pereira dos Santos, o vice Josinaldo José de Barros (Cabeça) e os diretores Célio Ferreira Malta 0e Josete Machado (Pepe).

Agenda – A coordenação metalúrgica definiu uma primeira agenda de ações: até 28 de agosto, um esquenta com atos em locais de trabalho e outros pontos como forma de esquentar o Dia Nacional de Luta, Protestos e Greves –marcado para 14 de setembro; dia 14, atos, protestos e paralisações em todo o País; dia 29 de setembro, plenária
nacional dos metalúrgicos, para avaliar os atos e indicar outras ações. José Pereira dos Santos diz: “Sempre preguei essa 0unidade. Não só nas questões sindicais, mas também pra que a classe trabalhadora articule um plano nacional de desenvolvimento, diferente do projeto neoliberal que está afundando o País”.

Miguel Torres, presidente da CNTM e iniciador do movimento, adianta que serão tomadas medidas no âmbito da Justiça. “Nossos jurídicos avaliam os melhores caminhos”,
diz. Para o sindicalista, os esforços do comando metalúrgico devem se concentrar nas campanhas salariais e também para a realização de um ato forte, dia 14 de setembro.
Jornal – Já circula o informativo Brasil Metalúrgico, com a manchete “Metalúrgicos unidos contra o fim dos direitos”. O boletim também destaca a importância do Contrato Coletivo Nacional para a categoria.