METALÚRGICOS-SP


Não tem milagre!


Sou otimista em relação à capacidade do Brasil de voltar a crescer, produzir, gerar empregos e renda, promover dignidade, mas o alcance dessa realidade só se dará se todos, ou a maioria da sociedade,

pensarem e trabalharem nessa direção. Precisamos de políticas de desenvolvimento que fortaleçam a indústria, invistam em infraestrutura, gerem empregos, trabalho decente, qualifiquem e requalifiquem os trabalhadores. Não tem milagre! Podemos ter uma política nacional e políticas regionais, que utilizem os recursos locais, promovam
crescimento aqui e ali, empreguem, gerem oportunidades, diminuam as desigualdades e, juntas, façam o Brasil retomar o seu curso de crescimento.

O movimento sindical é parte da sociedade e já apresentou propostas concretas e viáveis para ajudar na retomada, como o Programa de Renovação da Frota de
Veículos, que pode gerar mais de dois milhões de empregos no País; o Programa do Conteúdo Local, que possibilitaria investimentos em pesquisas, ajudaria a indústria brasileira produzir veículos, máquinas e tecnologias. É preciso repensar a retomada das obras do PAC, que estão paradas e dando prejuízos ao Brasil e aos brasileiros.
Dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram recentemente com a Fiesp e empresários de outros setores e aprovaram um documento com propostas para a retomada do
crescimento e a geração e empregos, que será entregue aos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado. A sociedade está fazendo um esforço
neste sentido, resta o governo fazer a parte dele. O governo tem que governar e governar para todos e para o bem de todos. Tem que olhar para a maioria da sua população, que são os trabalhadores e pessoas de baixa renda.

Políticas sociais melhoram as condições de vida de todos. E é desta forma, pensando políticas sérias, que vamos superar a crise e equilibrar as contas públicas, e não tirando direitos e benefícios trabalhistas e sociais legítimos e mantendo privilégios.