Sexta, 21, às 17h30, acontece lançamento do livro “A História dos Metalúrgicos de São Paulo”. Será no Palácio do Trabalhador (Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade), sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. Escrita pela jornalista e pesquisadora Carolina Ruy, coordenadora do Centro de Memória Sindical, obra conta a história da entidade entre 1932 e 2008. Miguel Torres, atual presidente do Sindicato e da Força Sindical, assina o prefácio.
Autora conta que desde 2013, por ocasião da Comissão Nacional da Verdade, começou a levantar documentação sobre a história do Sindicato. O projeto do livro, contudo, só ganhou forma em 2021. Objetivo é dialogar com a base da entidade, sobretudo com os mais jovens, que pouco sabem sobre as conquistas e os avanços obtidos pelas lutas sindicais. A linguagem utilizada na publicação é simples e sem rebuscamento.
Para Carolina, a parte mais interessante do livro é a que conta a fundação e consolidação. “O Sindicato nasceu em uma salinha dividida com outras organizações. Só abria à noite, pois os membros da diretoria trabalhavam nas fábricas durante o dia. Isso muda com a contribuição sindical, criada em 1940 por Getúlio Vargas. A história da entidade se confunde com a história da industrialização de São Paulo. O crescimento nessas primeiras décadas é muito grande”, analisa.
Outras duas fases marcantes na história do Sindicato são apontadas pela autora. A primeira, na ditadura militar, quando Joaquim dos Santos Andrade (Joaquinzão) presidiu a entidade e houve intensa disputa política interna. A segunda, de 1980 em diante, quando o Brasil passa por um processo de desindustrialização que ainda hoje é enfrentado – como mostra a recente iniciativa da Nova Indústria Brasil pelo governo federal.
Em 2008, ano no qual termina a narrativa de “A História dos Metalúrgicos de São Paulo”, Carolina entende que o Brasil vivia o auge do sindicalismo, com as conquistas obtidas nos dois primeiros governos Lula. Desde então, sucessivas crises políticas, econômicas e sociais abateram o País, incluindo fortes impactos provocados pela reforma trabalhista de Michel Temer e o fim da contribuição sindical obrigatória. “Será preciso outro livro para contar essa história recente. Precisamos manter viva a memória do sindicalismo brasileiro”, pede.
MAIS – Site do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
Por Agência Sindical
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